A organizadora do evento, a Future Sound Asia (FSA), havia processado a banda em US$ 2,4 milhões depois que Matthew Healy beijou no palco o baixista Ross MacDonald, em protesto contra as leis homofóbicas do país durante uma apresentação em Kuala Lumpur.
A homossexualidade na Malásia é um crime punível com até 20 anos de prisão e açoites. Como resultado da atitude de Healy, as autoridades do país cancelaram o restante do festival e proibiram os membros da banda de retornarem ao país.
Em uma ação movida no Reino Unido, a FSA processou a 1975 Productions LLP por quebra de contrato. Foi alegado que os músicos haviam concordado em seguir as leis da Malásia, evitando fumar, beber, xingar, discutir política ou religião e despir-se no palco, além de proibir especificamente beijos.
O advogado da FSA, Andrew Burns, afirmou que o grupo quebrou o contrato ao levar uma garrafa de vinho e usar palavras ofensivas no palco. No entanto, Edmund Cullen, representante legal da banda, contra-argumentou, afirmando que as acusações eram “ilegítimas, artificiais e incoerentes” uma vez que o contrato era exclusivamente com a empresa responsável pela banda e não com os indivíduos.
O juiz da High Court, William Hansen, declarou que as acusações contra os quatro membros da banda eram “deficientes do ponto de vista legal e que não havia motivo para que o caso prosseguisse contra eles”. Contudo, decidiu que o processo poderia continuar contra a 1975 Productions LLP, além de ordenar que a FSA pagasse £100,000 (cerca R$ 730 mil) em honorários advocatícios.
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