Apesar de não ter sido lançada, Kanye West teria mostrado a faixa “Gun To My Head”, que traz a colaboração de Kid Cudi e Ty Dolla $ign, durante um evento em Miami em 2023. Na ocasião, o público tomou conhecimento da existência da música e de que ela continha o sample – não autorizado – da canção de Merton, lançada em 2022.
West supostamente teria solicitado aprovação da BMG para o uso do sample. O pedido, no entanto, foi negado por Merton, que possui laços familiares com sobreviventes do Holocausto, e pelas empresas envolvidas na música. Quando questionados sobre o motivo da recusa, os requerentes responderam que “os valores do artista [Kanye West] são contrários aos nossos valores”.
“Alice Merton não estava disposta a comprometer suas crenças pessoais e não queria ser associada a [West] de nenhuma forma”, afirma o processo. “Uma preocupação significativa para a requerente Merton eram os comentários antissemitas e racistas do réu [Kanye West], que foram feitos publicamente e continuam sendo feitos publicamente.”
Após Kanye West lançar o álbum “Vultures” em 2024, deixando “Gun To My Head” de fora, Merton relatou ter recebido ameaças de fãs do rapper por não ter permitido o uso do sample na música, o que a deixou apreensiva em relação à sua segurança durante futuras apresentações pela turnê nos Estados Unidos.
“O réu não tomou nenhuma medida para impedir os abusos, permitindo que seus fãs intimidassem e assediassem a requerente Merton e falhando em reconhecer que os requerentes haviam recusado o pedido do réu para usar a música da requerente”, afirma o processo.
O processo busca não apenas uma indenização, mas também uma medida judicial contra a utilização indevida da música, que circula nas redes sociais e YouTube por canais de fãs.
Além de provocar reações negativas, as declarações de West resultaram em consequências comerciais, incluindo a perda de parcerias empresariais.
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