Em abril de 2025, os indicadores econômicos mais relevantes do Brasil, CDI e SELIC, apresentaram taxas de 14,25% ao ano, conforme dados do dia 1º. O fator diário do CDI foi registrado em 1.00052531, e a taxa diária tanto do CDI quanto da SELIC ficou em 14,15%. Esses números mostram um cenário em que o Banco Central mantém sua política monetária restritiva, refletindo em custos de crédito mais elevados, com o objetivo de controlar a inflação e estabilizar a economia.
O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é uma taxa de referência para operações no mercado financeiro, influenciando diretamente investimentos, financiamentos e empréstimos. Já a taxa SELIC, que é a taxa básica de juros da economia, é a principal ferramenta utilizada pelo Banco Central para controlar a liquidez do sistema financeiro e a inflação. Ambas são interdependentes, mas cumprem papéis distintos na economia.
Em um cenário de alta nas taxas como o atual, a tendência é que o crédito se torne mais caro, impactando tanto consumidores quanto empresários. Investidores geralmente são atraídos por rendimentos mais elevados em aplicações de renda fixa, consideradas mais seguras em momentos de incerteza econômica.
A manutenção das taxas em níveis elevados sugere uma prudência por parte das autoridades monetárias em relaxar as condições financeiras prematuramente, buscando uma transição mais segura para a retomada do crescimento econômico sustentado, sem abrir mão do controle inflacionário.
Entendendo o CDI e a SELIC
A taxa CDI é uma referência usada nas operações interbancárias e serve como base para a rentabilidade de diversas aplicações financeiras, como fundos de investimento e CDBs. Basicamente, o CDI representa a média dos juros praticados nos empréstimos entre bancos. Já a SELIC, sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a cada 45 dias. Ela influencia diretamente outras taxas de juros na economia, incluindo o CDI, e é um indicador importante para a política monetária do país.
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